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MANIFESTO VULGONERD


 

NERD CEGO NÃO PRECISA DE ÓCULOS”

Ok vulgonerd, vamos falar sério.

Liberte-se das amarras tendenciosas de pensamentos oportunos do tipo; “Se é site para Nerd, deve ser divertido”.

Limpe sua mente de toda e qualquer alusão à recompensa, afago, mimo e, por favor, vamos falar sério.

Mas antes, para que nossa indignação tenha um esclarecimento mais abrangente, aqui vai um resumão sobre nossa história:

Quando o termo “Nerd” foi cunhado, lá em meados da década de 50, descortinou um gênero e revelou ao mundo uma figura  genial porém incompreendida. Considerados párias por nossa inaptidão social, fomos obrigados a galgar os degraus da aceitação e igualdade com certa quantidade de desrespeito pelo caminho (o que é chamado hoje de  bulling, naquela época era agressão mesmo). Porém, antes disso, do termo em si ter sido criado, o Nerd não estava em evidência mas já existia, é claro ( vamos aqui deixar de usar o termo, por um momento).

Esse ser não brotou do chão, não caiu do céu, também não migrou do oceano para a terra, perdendo as guelras e criando pernas, ganhando feições com óculos e perdendo aos poucos as escamas em xadrez cafona. Não, não quero ser pretencioso a esse ponto, porém, não vou muito longe desse mesmo ponto ao afirmar que, no momento em que nosso ancestral homo sapiens, saiu da sua caverna  revestida de rabiscos,  representando um arremedo de seu mundo, e foi observar outros rabiscos nas cavernas vizinhas, com ar curioso e crítico de primata, surgia ali, sim, um embrião conceitual, uma paixão primitiva que evoluiria e se tornaria uma cultura específica, uma filosofia de vida.

Algo da nossa cerne ideológica sempre esteve aqui, desde os primórdios, evoluindo através das eras, se moldando a psique intrincada das emoções  e ganhando assim lugar também na evolução do homem.

Este humano bateu duas lascas de pedra em gravetos secos e ajudou a compreender e controlar o fogo.Criou cálculos que ergueram pirâmides. Contribuiu com o conhecimento dos imperadores, ou imperadores foram. Desbravou os mares descobrindo terras. Fez estradas de ferro cruzando o velho oeste e ajudou, assim, a criar a revolução industrial. Içou aos céus montanhas de concreto e aço. Criou peças intrincados que formavam engrenagens, fazendo locomover maquinas complexas, tanto na terra quanto no ar e então, talvez para seu prazer, talvez por tédio, talvez por  que simplesmente podia, construiu um tubo mágico chamado televisão…

Bem…

Nesse ponto da história talvez possamos imaginar essa figura errante, sem nome, sem apelido, alheio ao pejorativo, sentado diante desse tubo e ali, quem sabe, juntamente com suas pilhas de livros, suas coleções de figurinhas e gibis em preto e branco, ele tenha percebido que aquela engenhoca de luzes e imagens veio fechar um ciclo. Talvez tenha olhado os pertences a sua volta e percebido que tudo, absolutamente tudo, finalmente fazia sentido!

A personalidade se completou. A postura antissocial diante do mundo se tornou sólida, incomodamente real…e então, chamaram a atenção.

Pessoas ditas “sociáveis”, que na verdade buscam camuflar suas inseguranças criando rótulos, e assim gerando a falsa impressão de estar no controle, correram para inventar um apelido para essa pessoa tão atípica e, finalmente, em meados da década de cinquenta, foi cunhado, com uma boa dose de sarcasmo  e preconceito, aquilo que nos identificaria para o resto da vida.

 O termo Nerd nasce e nos define.

Ao nos definir nos rotulou.

Por consequência, nos expôs.

O epíteto nos arrancou do anonimato, nos mostrou ao mundo. Uma arena de diversão surgiu ao nosso redor e viramos atração.

Origens para a inspiração do termo tem para todos os gostos, desde um personagem de livro infantil até funcionários de uma empresa de telecomunicações.

Aqui no Brasil se popularizou em 1984 com o lançamento do filme “A vingança dos Nerds“. Mas que se fodam as origens. Certo é que a alcunha nasceu pejorativa, inquisidora e, em sua vanguarda fez nascer também um algoz: o covarde.

Sim, sejamos diretos ao expor o nascimento desse boçal, que não era questionado, não era citado nas narrações, estava fora da equação, apesar de pesar na soma e, se existisse termo pejorativo para ele, seria “o agressor”.

Apanhamos, fomos marginalizados, motivo de chacota. Assim foi durante gerações, porém, em paralelo, a evolução chegava a nossa casa, cada vez mais rápido, o progresso alcançava qualquer Nerd, em qualquer lugar, e isso era nosso bálsamo, o alivio para nossas feridas.   

Surgiram os games, com seus pixels, que apesar de deixar tudo quadrado era, para nós, estranhamente realista.;

Emissoras de TV nos captaram no radar do lucro e investiram pesado em séries e desenhos. Nessa época nasceu o primeiro amor platônico do Nerd Star Trek!

Wow!!!

Filmes foram produzidos, (criados por Nerds claro), como Star Wars, Clube dos cinco, e Te pego lá fora.

Um minuto aqui para minha nostalgia.

Grato!

Jogos de tabuleiro  como Dungeons & Dragons dispensam comentários e o impacto disso para o enriquecimento e consolidação da nossa cultura é notório.

Um rumor, a muito questionado, se mostrou real. A internet estava entre nós. Um universo novo se abriu, com a proposta sedutora de explorar o globo sem precisar sair de casa. Que sonho poderia superar esse? Conquistar o mundo na comodidade da nossa reclusão! Sonho transformado em realidade através, mais uma vez, da inteligência dos Nerds!

Surgiu a globalização, o mundo se uniu, tudo começou a chegar mais depressa, de qualquer canto do globo, em tempo real. A participação direta do indivíduo Nerd nessas conquistas destruiu barreiras, quebrou paradigmas e, com isso, conquistamos o respeito, a igualdade.

E hoje, quem diria, adquirimos e exercitamos  o estranho hábito da alto confiança!

A pessoa antissocial agora esta engajada em causas sociais, a pessoa frágil se mostra agora com um corpo definido de academia, a pessoa atrapalhada agora constrói, educa. A pessoa, antes solitária, hoje pega várias na balada, se casa, constitui família. O termo que nasceu pejorativo hoje é ostentado por nós com orgulho e muitas vezes até com certa arrogância, pois se emaranhou tanto no turbilhão de personalidades que alguns Nerds são  chamados “orgulhosos”, seja pelo sucesso e grande exposição na mídia de nicho como literatura, filmes séries e até mesmo no YouTube ou blogs voltados para nossas preferências.

Enfim…

Tanto pro bem quanto pro mal, não seria certo dizer que evoluímos, mas sim que fizemos parte da evolução.

E aqui entra nossa indignação!

Vamos lá…

Apesar dessa evolução em nossa personalidade ser de fato notória, existe estagnação em algo orbitando nosso universo desde os primórdios do nosso debute. Algo que não demonstrou indícios de evolução.

Alguns segmentos da indústria de consumo, voltadas para o público Nerd, realmente não nos acompanhou no nosso duro processo evolutivo.

“A indústria audiovisual ascendeu em tecnologia sensorial. Efeitos especiais fizeram tudo parecer mais palpável!”

Ok, concordamos!

“Produtos ditos “bonequinhos” foram aperfeiçoados a ponto de carecer de outro termo. Hoje os ‘action figures’ impressionam pela riqueza de detalhes e realismo!”

Ok, concordamos!

“HQ’s cresceram, tanto em qualidade gráfica quanto em roteiro, aderindo a um tom mais adulto e muitas vezes sombrio!”

Ok, concordamos!

Mas…

A indignação aqui não está no produto, está sim na embalagem ideológica que os embrulha. Ela ainda reflete insegurança, ainda é infantilizada e cheia de referências estereotipadas que remetem a um passado triste. Não correspondendo em nada ao nosso perfil atual. Somos hoje a referência em inteligência do mundo atual que está sendo representado por logomarcas ineptas e por produtos que se repetem e que mudam apenas o nome e o fornecedor.

Mais especificamente citamos aqui o comércio de camisetas estampadas.

Pois bem;, façamos um exercício de lógica e, não, não vou ser  tendencioso aqui.

Primeiro Digite no google ( o pai dos Nerds) a frase “logomarca Nerd” (pode clicar no link da frase, se quiser) e em seguida selecione a opção imagens. Se você for mesmo o Nerd representante da nossa atual personalidade, vai sentir uma onda de “constrangimento vexatório desonroso” algo como “vergonha alheia”.

Vão pular na sua frente caralhadas de imagens estereotipadas, caricaturas de rostos infantis, imagens de óculos ditos “óculos Nerds” ( meu ovo) silhuetas de animais fofinhos (porra, puta que o pariu!!!) e nomes gerados com fontes que oscilam entre cômico e cafona…

                                                                                                As marcas que simbolizam a evolução e o amadurecimento de uma nação…

Ok.

Procure entre a porra dessas imagens alguma que lhe defina, que represente realmente a história do desbravador. Se encontrar, pare de ler esse texto agora, vá colocar o seu bonezinho com hélices e vá para TV assistir a reprise dos teletubbies, filho! Esse texto não é pra você.

Vaza!

Vamos seguir com nosso exercício:

Digite agora “série Nerd” e escolha mais uma vez a opção imagens.

Vamos usar a regra da estatística e considerar as imagens que sinalizam para uma mesma série;

The Big Bang Theory

É aquele Nerd multicolorido e afetado que caracteriza o Nerd atual? Somos nós hoje um bando de efeminados dando saltos e gritinhos de susto, se escondendo de vergonha? É isso que te simboliza? Que mostra ao mundo o que o Nerd é, o que você é? Tu é daquele jeito leitor Nerd? Sério, tu é daquele jeito?

Nem mesmo lá atrás, na gênese da nossa personalidade, dávamos tamanho vexame, digo isso porque a série citada não se posiciona nem se define em um tempo exato. É triste que em um mundo moderno, onde nós Nerds nos posicionamos, nos impomos, exista ainda um produto com tamanho retrocesso vexatório. Vermos um Nerd estimular essa pose retrograda, vestindo uma camiseta vermelho berrante com a palavra “bazinga”, em um amarelo…sério…é como se você, em suas plenas funções físicas e mentais, decidisse usar fralda e chupetão pendurado no pescoço.

Um lorde…

Um nobre…

Vestido de palhaço.

Por essas e outras que nós, aqui da VULGONERD, odiamos The Big Bang Theory e tudo de falso que a série representa.

Vai estereotipar a puta que o pariu!

(Recompondo)

                                                      

                                                               Quem ostenta isso não contribui com o real progresso da personalidade Nerd atual.

 

Mas vamos aqui a um ultimo exercício:
Digite no google “Grife Nerd” e,  mais uma vez, escolha a opção “imagens”.

                                                                                                 magens aleatórias e sem relação com o termo “grife Nerd”

Certo, agora identifique uma imagem que esteja ligada diretamente a frase de busca, algo que tenha relação direta com “grife Nerd”, algo familiar a você.

Tenha calma, olhe devagar.

É isso aí, você, pequeno Padawan, não encontrou porra nenhuma correlacionada a “Grife Nerd”.

Marcas que nos representam não usam suas influências no cenário para lapidar essa concepção, para se posicionar no mercado de forma a elevar nossa causa ao alto escalão da moda.

E afinal, porque não?

Nerd não é mais um estereótipo e representa um mercado absurdamente lucrativo, com isso se tornou uma marca de mercado e denota, por consequência, um conceito de moda sim! Porém, marcas derivadas desse conceito, por nós propagado, visam apenas manter a mesmice dos artigos enquanto o lucro lhes é cômodo, funcional. Essa postura de mercado engessou nossa causa em uma monotonia de produtos sem personalidade.

Nosso questionamento é que a ampla variedade das marcas de camisetas nerds bebem de uma mesma fonte  visual, derivam de uma única matriz  básica chamada por nós de  “Estampa ornamental inofensiva”, ou seja, tem o intuito apenas de divertir sem questionar, sem inovar, não vão além das convenções básicas  das estampas, perdendo com isso a chance de criar personalidade própria, de conquistar uma real exclusividade, ou seja, manter  o desejo de consumo, porém, consolidando um status social mais progressivo, mais característico.

Vamos demonstrar isso então, mas antes deixamos claro que todas as marcas que serão mostradas aqui trabalham em um segmento válido da temática Nerd e as fazem de forma competente e profissional e, independente de opinião, serão usadas aqui apenas para efeito lúdico.

Vamos mostrar três estampas, cada uma é de um e-commercce distinto, com nome e logo próprias.

Se realmente elas têm relevância visual será fácil pra vocês, Nerds, logo, consumidores, descobrirem qual estampa é de qual site.

Ok, vamos a elas:

         


Conseguem me dizer, de bate pronto, quais as fabricantes de cada camiseta? A marca vinculada a elas?

Vamos facilitar um pouco, abaixo estão as logos ligadas a cada estampa, é só relacionar cada qual a sua determinada camiseta.

                                                    

                                                               

                                                     

 

E agora?

Nada?

Certo…

Vamos então perambular por terrenos mais bem resolvidos

         

                                                  

Pois é…  

Frustrante…

Frustrante saber que o Nerd é resignado com essa repetição de consumo. Convive com ela como o prego e a agressão do martelo, achando que simplesmente não há outro jeito e, portanto, tá bom assim .        

O mercado das estampas é enorme e rentável e, sim, carece de um outro ponto de vista mais voltado para a nossa realidade.

Nós disseminamos essa porra pelo mundo e não com pouco esforço. Somos detentores do gênero por prerrogativa, porém o foco está voltado somente ao lucro e não a causa, nossa causa porra! Uma cultura cultivada desde sempre, uma filosofia com sabedoria e realidade próprias e (notem isso de uma vez), nascido desse segmento de vida algo evoluiu. Independente alçou voo, pairando um nível acima, observando seu próprio conceito ultrapassado, puído. Está lá, facilmente tangível porém invisível aos olhos do Nerd atual.

Esse algo é estilo!

Estilo Nerd!

Mais especificamente estilo em se paramentar de forma específica e definitiva, amadurecida, revigorada!

Falta nesses fornecedores de ideias, esses sites de e-commercce voltados para nós, saber que é preciso gerar um perfil visual que converse diretamente com o universo Nerd contemporâneo.

 

Vamos largar de vez essa postura imatura já moribunda, ela morreu faz tempo. Desapegue desses costumes e hábitos triviais. Eles são como brinquedos que adultos não querem jogar fora, (seja por saldosismo ou nostalgia), porém o sacrifício é preciso, não para evoluir, já que é inerente, mas para se auto afirmar maduro e buscar nessa sociedade algo que represente e satisfaça esse nosso amadurecimento.

Não existem meios de ramificar isso?

Claro que não existem meios de diversificar tudo relacionado ao nosso modo de vestir, seja lá o que tudo signifique, a real aqui é que precisamos de explosões de inspiração que de ao Nerd aquilo que ele, sequer, sabe que precisa e assim tira-lo desse sonambulismo cômodo.

É claro que radicais Nerds são imunes a qualquer ideia absurda de diversificar esse portfólio sagrado das estampas similares, por conta de uma resi;stência erguida por anos de doutrinação varejista,  executadas com técnicas de vendas que levaram séculos para evoluir, dando origem até a estudos e teses

Teoria das cores;

Gatilhos mentais;

Toda essa caralhada de truques hipnóticos  dos quais, entre os vários resultados imunológicos mais eficazes, está a total rejeição e discordância desse texto (que certamente é obra de satã). Mas esperamos atingir  os muitos de mente aberta que tem por aí. Espíritos  livres como nós, que devem precisar só desse empurrãozinho para se libertar de vez do looping visual…

Condescendência?

Talvez não! Nós aqui, e você, é claro, somos inteligentes demais pra cair nessas armadilhas do comércio e viver só de conformidades. Mas o Nerd raso, aquele comum, a patuleia, o proletariado do intelecto comum, os semi Nerds idiotas deltas e ípsilons, eles precisam da mesmice, não só pelo triste fato de acharem que isso lhes basta, como símbolo de expressão da nossa cultura, mas, infelizmente, por acharem que nesse mundo, tão diversificado, não existe outra forma de se vestir para o mundo como um verdadeiro Nerd liberto.          

Mas, caso compartilhem dessa  nossa indignação, não se preocupem, nós aqui não nos sentimos impotentes.

Somos VULGONERD!

Somos a resistência!

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